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Black Friday 2025: o que esperar do mercado brasileiro

Black Friday 2025: o que esperar do mercado brasileiro

A Black Friday se consolidou como o principal evento do varejo brasileiro. O período, que antes concentrava as promoções em um único dia, hoje se estende por semanas, movimentando praticamente todo o mês de novembro. Com a data próxima, empresas focam em planejar estratégias para entender o consumidor, antecipar tendências e converter tráfego em resultados. Relatórios recentes da NielsenIQ, ExpoEcomm e E-commerce Brasil ajudam a traçar esse panorama e apontam o que esperar para o mercado em 2025

 

Expectativa do público

O brasileiro está cada vez mais estratégico na hora de comprar na Black Friday. Em uma pesquisa realizada pela NielsenIQ sobre a Black Friday 2025, mais de um terço dos entrevistados afirma começar a se preparar três meses ou mais do evento.

Essa antecipação tem relação direta com a busca por melhores preços, mas também com o aumento da confiança nas promoções. O consumidor aprendeu a comparar, monitorar e validar descontos, o que tem levado as marcas a adotar estratégias mais consistentes de precificação e comunicação.

A pesquisa também mostra que a maioria dos consumidores compra para uso próprio. O evento se tornou uma oportunidade planejada de reposição e upgrade pessoal, impulsionada pela confiança crescente nas ofertas e pela maturidade do público digital.

 

Dados de 2024 — mercados, produtos e canais

A edição de 2024 já havia sinalizado mudanças importantes. Segundo dados da NielsenIQ, o e-commerce brasileiro registrou crescimento de 6,2% em comparação ao ano anterior, com destaque para o desempenho dos produtos de consumo diário, com alta rotatividade (FMCG).

Categorias tradicionais, como eletrônicos, utilidades domésticas e beleza continuaram entre as mais buscadas, mas observou-se também o fortalecimento de segmentos ligados a suplementação, bem-estar e alimentação saudável.

Outro ponto de destaque foi o crescimento das compras durante a madrugada. Os dados da NielsenIQ mostram que, já nas primeiras horas da Black Friday, o volume de pedidos ultrapassou em mais de 90% o registrado no mesmo período de 2023. Essa antecipação reflete um comportamento mais planejado e digitalizado: consumidores conectados, com listas definidas e atenção redobrada às promoções que entram no ar à meia-noite, quando os estoques ainda estão cheios e as ofertas mais vantajosas.

 

 

Previsões para 2025

A Black Friday 2025 deve movimentar R$ 13,34 bilhões no comércio eletrônico brasileiro, um crescimento de 14,7% em relação a 2024. O número de pedidos também deve avançar, passando de 15,7 milhões para 16,5 milhões, enquanto o ticket médio sobe de R$ 738 para R$ 808,50, diz as previsões do portal EcommerceBrasil.

Além das projeções de faturamento, há evidências de que o omnichannel será peça-chave para o varejo digital em 2025. Segundo a ExpoEcomm, espera-se que o mercado online ganhe participação no varejo brasileiro, chegando a 15% do total em 2025, contra cerca de 9 % registrados em 2024.

Esse avanço não depende apenas de aumento nas vendas digitais, mas também da integração entre canais físicos e virtuais. Experiências como “clique‐e‐retire”, devoluções em loja, e jornadas híbridas facilitam a transição entre loja física, app ou site.

O consumidor moderno busca essa fluidez como condição básica, não apenas como diferencial competitivo. Marcas que investirem em uma operação omnichannel robusta devem ter vantagem estratégica para converter intenção de compra em fidelização e receita.

A Black Friday 2025 deve marcar, portanto, uma nova etapa para o varejo brasileiro, com consumidores mais conscientes e marcas mais preparadas. Assim, o foco deixa de ser apenas o preço e passa a incluir também conveniência, experiência e integração entre canais. Com o avanço do omnichannel e do consumo digital, o evento se consolida como o principal pico de vendas e símbolo da maturidade do mercado.

 


Autor: Tecfag


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